O que uma casa oferece e um arranjo solitário não consegue
Há muitas formas de organizar a vida de um adulto maior. A Vila Sempre-Viva não é a única, mas tem algumas características que valem a pena conhecer antes de decidir.
← Página inicialO que encontra na Vila e por quê isso importa
Cada item abaixo surgiu de uma conversa real com famílias que buscavam algo diferente do que o mercado costuma oferecer.
Uma casa de verdade, não uma instituição
Corredores com quadros, vasos com flores que os moradores escolheram, uma cozinha de onde vêm cheiros de comida. A diferença é visível e sentida.
Grupo pequeno, atenção individualizada
Nunca mais de dez moradores permanentes. Cada pessoa é conhecida pelo nome, pelos hábitos e pelo que a faz sentir bem ou desconfortável.
Rotina estruturada sem rigidez
Há horários de refeição e atividades programadas, mas nenhuma obrigação. A estrutura existe para quem quer apoio, não para quem prefere a própria agenda.
Família sempre bem-vinda
Não há hora de visita restrita. Filhos, netos e amigos podem aparecer quando quiserem, inclusive para compartilhar uma refeição (com aviso prévio para a cozinha).
Jardim, oficinas e biblioteca incluídos
Atividades com as mãos, leitura, conversa sobre o que foi lido — a programação não é decorativa. Foi pensada para pessoas que querem continuar fazendo coisas.
Comunicação honesta com a família
Recados regulares, conversas mensais para moradias permanentes e um canal aberto por telefone. Famílias não ficam sem saber como a pessoa está.
Quase dez anos de funcionamento contínuo
A Vila Sempre-Viva está em atividade desde 2016. Nesse período, mais de 60 famílias passaram por aqui — algumas por uma semana de estadia temporária, outras com moradores que permanecem há anos. Esse histórico não é uma credencial formal, mas é a prova mais concreta de que o modelo funciona.
A fundadora Fernanda Lucena está presente na casa de segunda a sexta e participa diretamente das decisões sobre o cotidiano dos moradores. Não há franquia, não há gestão remota.
Alguns marcos da casa
- Abertura em março de 2016
- Mais de 60 famílias atendidas
- Adaptações de acessibilidade concluídas em 2021
- Três modalidades desenvolvidas a partir de pedidos das próprias famílias
- Equipe estável — Roberto e Cleide estão na casa desde 2017
O que a modalidade diurna resolve
- Adulto maior fica sozinho nos dias úteis
- Família quer companhia, não cuidado clínico
- Transporte incluso dentro de Petrópolis
- Recado escrito à família toda semana
Atenção ao que cada pessoa precisa, não ao que é mais fácil oferecer
Em muitos lugares, a programação é a mesma para todos. Na Vila, as atividades da semana são construídas com base nos interesses dos moradores presentes naquele período. Quem não quer participar, não participa — e isso nunca é tratado como problema.
Preço semanal, sem contrato de longo prazo obrigatório
As três modalidades são cobradas por semana. Isso permite que famílias comecem com uma estadia curta, experimentem a casa e decidam com mais calma sobre arranjos mais longos. Não exigimos contrato anual nem pagamento adiantado de meses.
A vaga diurna começa em R$ 400,00 por semana. O quarto temporário, em R$ 605,00. A moradia permanente, em R$ 740,00 por semana.
O que está incluído em todos os valores
- Todas as refeições da modalidade
- Participação em todas as atividades
- Lavanderia (temporário e permanente)
- Comunicação regular com a família
- Acesso à biblioteca e ao jardim
A Vila Sempre-Viva comparada a outras opções
Uma comparação direta com as alternativas mais comuns, sem nomes e sem exageros.
| Característica | Arranjo domiciliar (sozinho em casa) |
Grandes residências (50+ leitos) |
Vila Sempre-Viva |
|---|---|---|---|
| Companhia diária | |||
| Grupo pequeno (até 10 pessoas) | |||
| Visitas da família sem restrição | |||
| Refeições preparadas na casa | |||
| Cardápio discutido com os moradores | |||
| Início sem contrato anual | |||
| Comunicação regular com a família |
O que só encontra aqui
Recado semanal escrito
Famílias de moradores da vaga diurna recebem, toda semana, um bilhete escrito pela equipe contando como foi a semana — o que a pessoa comeu, o que fez, como estava o humor. É simples e faz uma diferença grande para quem está longe.
Canteiro no jardim para quem quer
Moradores permanentes que quiserem têm um canteiro reservado no jardim. Podem plantar o que quiserem — flores, ervas, hortaliças. É uma responsabilidade pequena e um prazer grande.
Conversa preparatória antes de qualquer ingresso
Antes de o morador chegar, a equipe faz uma conversa com a pessoa e com a família para entender preferências, hábitos e o que pode tornar a chegada mais tranquila. Ninguém entra na casa sem que alguém já saiba o nome do que gosta de beber no café da manhã.
Oficina de artesanato e marcenaria
Duas manhãs por semana a oficina funciona para moradores permanentes. Trabalhos manuais com madeira, tecido, argila — dependendo do período e do interesse do grupo. O resultado fica no espaço da casa.
A casa em números
9
anos em funcionamento
60+
famílias atendidas
3
modalidades disponíveis
10
vagas permanentes no máximo
Quer ver como é na prática?
Uma visita à casa responde mais do que qualquer lista de benefícios. Venha tomar um café e conhecer os moradores.
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