Uma casa com história e um lugar para cada pessoa
A Vila Sempre-Viva começou como uma ideia simples: que a vida depois dos sessenta pode ser rica em companhia, rotina e pequenos prazeres — sem precisar abrir mão da autonomia.
← Página inicialComo a Vila Sempre-Viva surgiu
A casa nasceu em 2016, quando Fernanda Lucena — então professora aposentada — percebeu que sua própria mãe, ativa e bem-humorada, passava as semanas úteis sozinha enquanto os filhos trabalhavam. A solução que encontraram foi criar um lugar que não fosse um hospital, uma clínica nem um hotel — mas uma casa de verdade, com mesa posta, jardim, biblioteca e pessoas com quem conversar.
A Vila Sempre-Viva abriu as portas no Centro de Petrópolis com capacidade para dez moradores permanentes e algumas vagas diurnas. Com o tempo, as famílias começaram a pedir também estadias temporárias — para viagens, reformas ou simplesmente para conhecer a casa antes de qualquer decisão mais longa. As três modalidades que oferecemos hoje nasceram desse processo.
O nome veio da planta. A sempre-viva floresce em terrenos secos, guarda a cor mesmo depois de seca e não precisa de muitos cuidados para permanecer bonita. Pareceu certo para uma casa pensada para pessoas que têm toda uma vida atrás de si e querem continuar vivendo bem.
Nossa posição
A Vila Sempre-Viva não é um estabelecimento de saúde. Não temos enfermeiros, médicos ou técnicos de enfermagem. Atendemos adultos maiores com autonomia preservada, que escolhem a companhia de uma casa em lugar do isolamento doméstico. Para quem precisa de cuidados clínicos, indicamos profissionais da região com quem temos boa relação de trabalho.
As pessoas que cuidam da casa
Uma equipe pequena, com funções bem definidas e um hábito em comum: conhecer cada morador pelo nome.
Fernanda Lucena
Fundadora e diretora
Professora por trinta anos, fundou a Vila em 2016 depois de buscar uma alternativa de companhia para a própria mãe. Está presente na casa de segunda a sexta.
Roberto Matos
Coordenador de atividades
Pedagogo com experiência em gerontologia social. Organiza a programação diária, conduz as oficinas e faz o recado semanal às famílias das vagas diurnas.
Cleide Santos
Responsável pela cozinha
Na Vila desde 2017. Prepara quatro refeições ao dia consultando os moradores sobre preferências. O almoço de domingo é o momento em que as famílias mais gostam de aparecer.
Como organizamos a casa
Algumas práticas que mantemos porque acreditamos que fazem diferença no dia a dia.
Registro das preferências
Antes de qualquer ingresso, fazemos uma conversa detalhada sobre hábitos, gostos alimentares, horários e como a pessoa prefere ser tratada.
Cardápio construído com os moradores
O cardápio semanal é discutido às sextas, com cada morador podendo sugerir um prato. Restrições alimentares são anotadas e respeitadas sem comentários.
Privacidade no cotidiano
Quartos são espaços privados. Nenhum funcionário entra sem bater e aguardar resposta. Informações pessoais são compartilhadas com a família apenas com consentimento do morador.
Comunicação regular com famílias
Famílias recebem informações regulares sobre a vida na casa — sem alarmes desnecessários, mas com honestidade quando algo merece atenção.
Segurança do ambiente físico
A casa passou por adaptações de acessibilidade em 2021 — corrimãos, piso antiderrapante nos banheiros, iluminação reforçada nos corredores e rota de saída sinalizadas.
Escuta ativa e resolução de conflitos
Qualquer desentendimento entre moradores ou com a equipe é tratado em conversa direta, sem deixar acumular. Fernanda está disponível para essas conversas sempre que necessário.
O que orienta o nosso trabalho
Petrópolis é uma cidade com uma história particular de casas grandes, quintas e vida em comunidade. A Vila Sempre-Viva faz parte desse tecido — uma construção dos anos 1950 com pé direito alto, janelas largas e um quintal com árvores plantadas pelos moradores anteriores. Preservamos o que há de bom no espaço e adaptamos o que precisava mudar para que adultos com sessenta, setenta ou oitenta anos vivam aqui com conforto e segurança.
A nossa prática se apoia em três convicções. Primeira: autonomia. Cada morador toma as próprias decisões sobre como ocupar o dia, o que comer dentro do que está disponível, quando dormir e quando se levantar. Segunda: presença. A equipe está na casa — não gerencia de longe. Roberto e Cleide conhecem o humor de cada um pela manhã e sabem quando alguém está quieto demais. Terceira: transparência. Famílias recebem informações honestas, sem minimizar o que merece atenção nem criar alarme desnecessário.
Não prometemos felicidade nem cura para nada. Prometemos uma casa bem cuidada, uma mesa farta e a presença de pessoas que vêm trabalhar porque gostam do que fazem. Para muitas famílias, isso tem sido suficiente — e às vezes até mais do que esperavam encontrar.
Venha conhecer a Vila pessoalmente
As visitas acontecem de segunda a sexta entre 9h e 17h, e no sábado de manhã. Não há nada que uma visita não responda melhor do que qualquer texto.
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